Câncer de Próstata

Perguntas e Respostas sobre cânceres urológicos

Câncer de Próstata

Qual a função da próstata?

A glândula prostática localiza-se abaixo da bexiga e por dentro dela passa a uretra onde existem dois esfincteres responsáveis pela abertura e fechamento para a passagem da urina ou do líquido seminal durante a micção ou na ejaculação. Constituído de glândulas sustentadas por tecido fibromuscular, produz a maior parte do ejaculado, responsável pelo transporte dos espermatozoides na emissão.

O que é prostatite?

A infecção ascendente pela uretra causada por bactérias, que resulta na chamada prostatite, pode ser aguda ou crônica. A primeira é caracterizada por febre alta, mal estar, ardência e dificuldade ao urinar, dor perineal e púbica e aumento na frequência das micções com intervalos mais curtos. A prostatite crônica, caracteriza-se pelos sintomas de peso constante perineal, dificuldade miccional, ardência uretral, dor na ejaculação. A prostatite é mais frequente no adulto jovem, resultado na maior parte das vezes de uma contaminação durante uma relação sexual, por alguma bactéria vaginal ou anal. Se não tratada convenientemente, pode desenvolver abcesso prostático ou evoluir para infecção dos epidídimos e testículos, denominada epididimite e orquite.

O que é hiperplasia prostática benigna - HPB ?

O aumento do volume e peso da próstata é um fenômeno natural, fisiológico que todo homem terá após os 45 anos, sendo que alguns apresentarão mais sintomas deste efeito do que outros, independente deste aumento de volume, mas sim do quanto que a uretra for comprimida por este processo. Uma próstata normal pesa ao redor de 25 gramas podendo chegar a pesar 200 gramas, mas os sintomas podem ocorrer com próstatas a partir de 40 gramas.

Quais os sintomas da HPB?

Os sintomas são primeiramente os de irritação da musculatura da bexiga, manifestados por urgência miccional, urinar mais frequente. Depois aparecem os sintomas da obstrução que são jato urinário fraco e fino, dificuldade em iniciar a micção, gotejamento final, urinar muitas vezes durante o dia e durante a noite, sensação de resíduo urinário após a micção ou seja não ter esvaziado completamente a bexiga e por último as mais complexas, que se manifestam por infecções urinárias, cálculos na bexiga, divertículos vesicais e retenção urinária aguda, ou seja, bloqueio total da urina com distensão da bexiga, podendo reter até mais do que 1 litro de urina ou levar o paciente a um quadro de insuficiência renal.

Como tratar a HPB?

Após o médico urologista ter examinado e descartado a possibilidade de ter câncer da próstata coexistindo com o HPB, o tratamento pode ser clínico, com administração de remédios que podem inibir este crescimento pelo bloqueio da ação local do hormônio masculino testosterona , fazendo a próstata diminuir em até 40% do seu peso. Podemos receitar estes fármacos isolados ou em conjunto com outra linha de medicamentos que são os inibidores seletivos de terminais neuromusculares, produzindo relaxamento da musculatura que envolve a uretra prostática assim melhorando o fluxo miccional.

E se este tratamento for ineficaz?

As cirurgias para desobstrução tem como objetivo aumentar a luz da porção uretral prostática e, quando as próstatas são muito volumosas, a tendência é da cirurgia ser a céu aberto através de incisão abdominal, abertura da bexiga e a retirada da glândula prostática, permanecendo, todavia, a cápsula da próstata que mantém a continuidade entre a bexiga e a uretra. Próstatas até 80 gramas podem por outro lado ser tratadas por via endoscópica, através da uretra com uso de endoscópios onde podemos ressecar o tecido prostático com alças de ressecção elétricas ou com probes de vaporização por energia plasmocinética ou por ação das fibras do Holmium Laser que podem evaporar ou ressecar os tecidos.

Ressecção endoscópica da próstata

Após a cirurgia o homem tem ereção e ejaculação normais?
Ressecção Endoscópica da Prostata

Ressecção Endoscópica da Prostata

A ereção permanece igual ou até melhor, pois nesta cirurgia não são lesados os nervos que levam estímulos ao pênis, que correm pelo lado de fora da cápsula prostática. O que muda é a ejaculação, pois uma vez desbloqueada a uretra prostática com a retirada do tecido prostático hiperplásico, ocorre uma abertura do chamado colo vesical onde havia um dos esfíncteres que ao se fechar promovia a expulsão do liquido seminal para fora, sendo que após sua abertura pela ressecção, faz com que este líquido retroaja assim se misturará com a urina, na bexiga, e será eliminada na micção, mas o prazer está mantido pois as contrações da uretra permanecem intactas.

E o câncer de próstata, quais são os sintomas desta doença?

Na fase inicial, com a doença ainda localizada na glândula, não existem sintomas específicos que possam ser notados, pois a degeneração cancerosa coexiste com o crescimento benigno da próstata, portanto são os mesmos quando do processo de hiperplasia benigna, sendo os principais:

  • Jato fraco e fino;
  • Frequência maior das micções durante o dia e a noite
  • Micção incompleta com resíduo urinário vesical;
  • Vacilação miccional inicial;
  • Gotejamento terminal;
  • Sangue na urina ou no esperma;
  • Retenção urinária;
  • Diminuição do liquido seminal.

Quando o câncer da próstata cresce e invade estruturas vizinhas como a bexiga, podem ocorrer: urina com sangue coagulado, ardência ao urinar, aumento da frequência das micções, em casos mais avançados, bloqueio da micção e bloqueio dos ureteres levando a hidronefrose e insuficiência renal. Quando o câncer se alastra pelo organismo, através das metástases, estas irão em primeiro lugar atingir os gânglios linfáticos pélvicos, e por via sistêmica atingir ossos, pulmões, fígado, ocorrendo nesta fase fortes dores e até fraturas ósseas, anemia, emagrecimento, queda do estado geral, que pioram quando as outras estruturas também são atingidas pelas metástases.

E como se trata o câncer de próstata?
Prostatectomia radical robótica

Prostatectomia radical robótica

O diagnóstico precoce é a melhor arma que dispomos para tratar este câncer ainda na fase inicial ou seja ainda localizado. A cirurgia com a retirada total da próstata com as vesículas seminais, denominada por prostatovesiculectomia radical, é uma das melhores indicações apontada por todas as sociedades médicas urológicas, tendo como outra opção de tratamento, não cirúrgico, a radioterapia tanto a externa modulada, como a interna chamada braquiterapia com implante de sementes radioativas ou por probes inseridos que liberam alto fluxo radioterápico dentro da glândula após estudo tridimensional e localização dos pontos cancerosos. Recentemente outra modalidade de tratamento para tumores de baixo grau e localizados em poucos pontos da glândula, é ofertada através de energia HIFU, ultrassom de alta intensidade, focada nos tumores e liberada por um probe inserido no ânus e comandada por um robô por via transretal.

Alça de ressecção da próstata

Alça de ressecção da próstata

E nos casos onde o tumor já se encontra metastatizado?

Nesta situação, a cirurgia e a radioterapia não têm indicação, pois a doença é sistêmica, sendo então controlada por castração cirúrgica, ou hormonioterapia, através da diminuição dos níveis da testosterona plasmática obtida com medicação que bloqueia a ordem cerebral para a produção deste hormônio pelos testículos e pelas glândulas suprarrenais, ou com a administração de hormônios femininos para que haja uma involução tumoral, o que ocorre de fato, por alguns anos, até que o tumor inicie o crescimento de células que não mais respondem a este tratamento hormonal, sendo considerado resistentes à castração. Recentes estudos lançam esperança em vacinas anticâncer da próstata, mas ainda não podemos julgá-las eficazes.

Após cirurgia radical, existem alterações na micção e no sexo?
Prostatectomia Radical

Prostatectomia Radical

Com a retirada radical da próstata, permanece apenas um esfíncter na uretra, que deverá ser forte o suficiente para reter a urina. Por raras vezes, este esfíncter pode ser lesado ou sofrer isquemias pelos pontos dados na anastomose da bexiga com a uretra bem ao nível deste esfíncter, ocasionando a incontinência urinária, que pode ser temporária ou definitiva. Exercícios e fisioterapia especializada ajudam muito para que este esfíncter muscular possa voltar a ter seu tônus restabelecido, caso contrário, o implante de um esfíncter artificial é indicado com excelentes resultados. A impotência sexual é uma complicação mais comum de ocorrer, até em 60% dos casos, pela lesão dos nervos dos plexos neurovasculares que correm ao lado da próstata e que podem ser lesados quando do controle do sangramento destas bandas, ou por infiltração tumoral que perfurando a cápsula prostática, compromete estes tecidos, e que se deixados, representam alto risco de recidiva tumoral local. Esta impotência sexual, representada por impossibilidade de ter uma ereção sustentada e firme para uma introdução, pode ser tratada através de medicação oral ou local com injeções de drogas vasoativas no pênis e por último, se necessário, com o implante de próteses penianas.

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