Cálculo Renal

Litíase

Cálculos nas vias urinárias

A formação de pedras nos rins é devida em parte a fatores genéticos e a fatores metabólicos, onde podemos encontrar nove alerações metabólicas, no plasma ou na urina que desencadeiam a precipitação de cristais nas papilas renais concreções estas que crescem, formando matriz calculosa ou são expelidas na urina acompanhadas de cólicas renais ou infecções uirnárias. O tratamento destes cálculos vai ser indicado de acordo com cada caso, sendo que para a escolha da melhor opção : cirurgia minimamente invasiva, endourologia, ou litotripsia extracorpórea, devemos levar em consideração:  dimensão do cálculo, dureza, localização, anatomia das vias urinárias, e a disponibilidade de equipamentos. O advento dos raios Laser permitiu uma desintegração efeitva através do contato de fibras de sílica flexíveis em contato com as pedras, possibilitando cirurgias endoscópicas minimamente invasivas que são realizadas através das vias urinárias, não necessitando incisões. A LECO, litotripsia extracorpórea por ondas de choque, também são muito efetivas, mas tem que ser levadas em consideração os fatores individuais acima relacionados para podermos ter uma projeção da taxa de sucesso com este tratamento.

Equipamento de Litotripsia extracorpórea modelo Gemini Dornier

Equipamento de Litotripsia extracorpórea modelo Gemini Dornier

Descrita entre as mais antigas doenças dos humanos, a Litíase ou a Formação de Cálculos nos Rins ou Ureteres ou na Bexiga já foi relatada em múmias egípcias, além de ser mencionada em histórias da Babilônia e China antiga. Médicos da Escola Médica de Knidos, na ásia Menor, descreveram a cólica renal ao redor do século V antes de Cristo. Nos últimos anos, muitos estudos e melhor compreensão houve sobre as causas e tratamentos destas pedras no trato urinário, porém as complicações decorrentes deste problema ainda causam muito sofrimento.

A cólica renal manifesta-se quando um cálculo renal migra pelo ureter e acaba parando, por diferenças de tamanho entre os diâmetros do ureter e do cálculo ou em áreas onde o ureter apresenta dobras naturais, que diminuem sua luz interna, assim represando a urina acima do cálculo, dilatando os cálices renais, que por sua vez contraem-se para tentar expelir a urina. Quando muito doloroso, inicia-se acompanhado de náuseas, vômitos e distensão abdominal. Se houver febre conjuntamente, pode ser sinal de infecção associada, a pielonefrite, muito perigosa, podendo evoluir para septicemia (infecção generalizada).

 

Qual o mecanismo de formação dos cálculos?

Acreditava-se que a estase da urina, ou seja, menor fluxo e represamento da urina por algum fator obstrutivo, fosse a causa. Hoje, sabemos que aliado a estas possíveis causas (estenose da junção pielo-ureteral, adenoma da próstata com resíduo urinário elevado na bexiga), coexistem fatores genéticos e metabólicos. Famílias podem transmitir por hereditariedade uma falha na eliminação dos cristais, formando então pequenos núcleos calcificados ou microlitos, ainda dentro dos canalículos renais que acabam cristalizando nas placas dos cálices renais e lá ficam aderidos, agregando mais cristais por afinidade elétrica catiônica, crescendo com o passar do tempo, únicos ou múltiplos, variando de 0,4 cm a 1 cm e quando coalescentes, formando cálculos de 40 mm chamados coraliformes por sua semelhança com os corais marinhos, podendo ocupar todo o interior do rim. Os erros do metabolismo responsáveis pela nefrolitogênese são variados e podem ser desde a hiperexcreção de cálcio pelo rim, hipercalcemia, baixa de citrato urinário, presença de cistina na urina, ácido úrico aumentado na urina e no sangue, déficit de acidificação renal, hiperparatireoidismo, presença de muitos oxalatos na urina após cirurgia bariátrica etc.

Quando tratar os cálculos renais e ureterais?

Cálculos nas vias urinárias podem ser descobertos ocasionalmente num exame de ultrassom abdominal solicitado como parte de um exame rotineiro ou na vigência de cólica renal ou de infecção urinária de causa litiásica. Se menores que 5 mm, podem ser só acompanhados anualmente, pois a maioria pode ser eliminada espontaneamente. Apenas 25% dos pacientes vão requerer algum procedimento hospitalar para retirar este cálculo. Mulheres que queiram logo engravidar ou pilotos aviadores têm de tratar estes pequenos cálculos para evitar que uma súbita cólica possa interferir com a função destes profissionais quando em voo. No caso das gestantes, os riscos estão relacionados  exposição destas aos exames radiológicos e eventuais manobras cirúrgicas radioscópicas durante a retirada destes cálculos.

Existe tratamento clínico para a cólica renal?

Sim, nos casos onde não existe infecção urinária associada, em que haja pouca dilatação da via urinária e quadro clínico suportável, podemos administrar medicamentos que dilatam os ureteres, assim permitindo uma possível passagem do cálculo com uma hidratação forçada, de 2 a 3 litros de líquidos ao dia.

Litotripsia extracorpóreo

Dúvidas sobre procedimentos no tratamento do Cálculo Renal
Quando a LECO não é indicada, quais são as outras opções?

Com o advento de aparelhos endoscópicos muito finos e flexíveis e fibras de sílica que transmitem raios LASER ou minicestas que permitem laçar e trazer para o exterior os pequenos cálculos renais e ureterais, literalmente, não precisamos mais operar nossos pacientes através de grandes incisões lombares, pois pelo orifício natural, a uretra, podemos atingir com estes aparelhos qualquer ponto do sistema urinário e tratar dos cálculos em qualquer localização. Em casos onde existam cálculos maiores do que dois centímetros, preferencialmente, usamos a via percutânea, criando um acesso através de um túnel da pele até dentro do rim, por onde introduzimos nefroscópios que permitem que com brocas ultrassônicas ou balísticas, ou LASER, fragmentando os cálculos em pequenos pedaços que são retirados com auxilio de pinças, num tempo muito menor do que quando com usados os ureteroscópios, pois sendo estes aparelhos muito finos e delicados, levaríamos um tempo maior para tratar cálculos mais volumosos. Estes casos são denominados de procedimentos minimamente invasivos, requerem anestesia geral ou raquidiana, internação hospitalar e período de recuperação que varia de dois a sete dias dependendo da via utilizada.

  • Ureterorrenoscópio flexível
  • Ureterolitotripsia a laser
  • Fibras Laser Ureterolitotripsia
  • Retirada de cálculo ureteral por cesta endoscópica
  • Via de acesso percutâneo para Nefrolitotripsia

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