CRM-SP 28.886
 

Cálculos das vias urinárias - Esta matéria tem unicamente o propósito educacional e informativo, não devendo portanto servir para qualquer outro fim.

A formação de cálculos no sistema urinário, tem, além da herança genética, contribuição de pelo menos 9 erros do metabolismo, tanto do cálcio como de outros minerais, portanto não podendo, como costumeiramente é, ser imputado a erros na dieta alimentar.

Uma vez ocorrendo a litíase urinária, se não tratadas estas alterações metabólicas corretamente, a mesma tem probabilidade de recorrer em até 75% das vezes em até 5 anos.

Cálculos renais podem permanecer por um longo tempo dentro do rim, sem acarretar sintomas importantes, embora com o passar dos anos, possam crescer, atingindo dimensões de até 5 cm, com forma de um coral marinho com espículas e cálculos satélites.
Em casos da coexistência de infecções urinárias, elas se tornam crônicas, podendo levar a perda da função do órgão acometido, bem como acarretar queda do estado geral do paciente, e em casos extremos, infecção sistêmica (septicemia), choque séptico e óbito.

Cálculos renais em vias de expulsão, dentro do ureter, são denominados como cálculos ureterais, e quando da sua passagem, por aumento da pressão intra-renal pela urina ali represada, manifestam-se através de cólicas renais.

Cálculos vesicais podem ser resultantes de cálculos ureterais que chegaram a bexiga e não conseguiram ser eliminados, ou em casos de dificuldade de esvaziamento por um processo obstrutivo infravesical e depósito de material protéico e mineral cristalizam-se, e crescem únicos ou múltiplos, podendo variar seus tamanhos entre 1 a 15 cm.

Até os anos 80, as cirurgias para o tratamento destes cálculos, sempre necessitavam de grandes incisões, procedimentos invasivos, com longo período de convalescência, deixando cicatrizes ou hérnias incisionais de difícil resolução.

A partir daquela data, surgiram novas técnicas para o tratamento destes cálculos, com o advento de maquinas capazes de fragmentar os cálculos dentro do corpo humano, através de ondas de choque extra-corpóreas (LECO), geradas por fontes de energia eletrohidráulica, eletromagnética ou ultrassonica, praticamente sem complicações ou lesões em outros órgãos.

Para cálculos renais muito duros pela sua composição química, ou muito grandes (maiores que 2 cms), onde seriam necessárias muitas aplicações de LECOS, ou cálculos localizados no ureter com dimensões maiores que 1 cm, ou muito duros, ou ainda em cálculos vesicais maiores que 3 cms, o avanço tecnológico colocou a disposição de todos, as cirurgias minimamente invasivas, donde podemos encontrar: Nefrolitotripsia Ultrassonica Percutanêa, Ureterolitotripsia a Laser ( ver filme da desintegração de cálculo ureteral com Laser ), Cistolitotripsia a Laser ( ver filme da desintegração de cálculo vesical com Laser ), Nefrolitotripsia Transureteroscópica , entre outras, onde através de incisões na pele de 1 cm ou através das vias urinárias naturais, é possível alcançar os cálculos em qualquer localização, e com a utilização de aparelhos de fibra ótica de fino calibre, desintegrar os cálculos em seu local, aplicando energia de várias fontes, como a eletrohidráulica, ultrassonica, ou Holmium Laser, permitindo um retorno rápido do paciente às suas atividades normais.

 
LECO
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